Mirabolando!

-Não! Eu entendi tudo o que quis dizer.

Disse ele no início daquela conversa.

-Sei o que está pensando. Que estou mirabolando coisas em meu pensamento. Não é? Mas não estou. Realmente é complicado conviver assim, já pensei várias vezes que não daria certo, e muitos outros pensamentos já se passaram em minha mente, mas não estou mirabolando. Concordo que devemos continuar o que começamos, parar com o que não dá certo, e levar a vida. Penso muito sobre isso, sobre o futuro, e nada, por mais que aconteça qualquer coisa, pode acabar com o que sinto. Não importa o que falem, por mais que eu fique triste, por mais que não possa fazer o que quero, ou que tenha que fazer o que não quero, nada, nada vai me fazer mudar. Já não sou mais o mesmo há muito tempo, e não se preocupe… não estou mirabolando nada. Acredite.

Se despediu e saiu, mas sabendo que logo voltaria

“Um novo tempo;
apesar dos castigos…”
Ivan Lins

Frustrações

Ele já não agüentava mais a espera pela a resposta daquele emprego, já estava impaciente. Resolveu então ligar, procurou na lista telefônica, ligou pra telefonista e nada, mas conseguiu o número ligando para uma loja próxima:
-Alô quem fala?
-É a Ana.
-Oi Ana, eu fiz uns testes ai, fui aprovado, me chamaram para uma entrevista e pediram para que eu aguardasse. Queria saber como anda o processo seletivo?
-É… já acabou o processo, e as pessoas escolhidas já estão integrando o quadro.
-Ah! Já?
-Já.
-Tá bom então… obrigado.
-De nada! Tchau.
Ele se sentiu a pior pessoa do mundo, mas não se deixou abalar, se levantou, limpou o rosto, e saiu para procurar outro emprego, e, por sorte conseguiu uma carta de encaminhamento, e esse era “o emprego dos sonhos”, bom salário e muitos benefícios. Já começou a sonhar com tudo o que iria fazer, já pensou em seu novo ambiente de trabalho, nos novos amigos. Afinal… havia passado na pré-seleção. Estava novamente feliz, mal conseguiu dormir, acordou cedo, se arrumou e foi para a entrevista, entregou a carta, a ficha, um currículo e aguardou. Algum tempo depois veio a pergunta:
-Já trabalhou em almoxarifado?
-Não. Mas sei como funciona.
-A pessoa do CST (Centro de Solidariedade ao Trabalhador) não avisou que tinha que ter experiência?
-Não. Só me enviaram para cá!
-Desculpe o equivoco! Mas você concorda que não se encaixa na vaga que tenho em aberto?
Já cabisbaixo:
-Concordo.
-Vou ficar com o seu currículo, caso apareça uma outra oportunidade entraremos em contato. Boa sorte.
-Obrigado. Tchau.
Dessa vez ele se sentiu mais frustrado do que na primeira, teve que limpar o rosto mais vezes. Mas o que é de se admirar, e que ele não desiste, e já está pronto para outra busca…

“Essa é a dança do desempregado;
quem ainda não dançou ta na hora de aprender”
Gabriel o Pensador

Diferenças!

Meu corpo está cansado, e eu mão fiz nada de muito importante, ou que exigisse algum esforço físico, só estou cansado.

Ela ainda, toda vez que vê algo novo não se adapta, ou não quer se adaptar. E fica com os seus pensamentos retrógrados, sem um olhar para o futuro.
Ele já é mais moderno, tenta conhecer novas coisas, novos trabalhos e pessoas. Cheio de sorriso e amizades.
Ela vê as coisas como antigamente, e pensa como seria bom se vivêssemos daquela forma.
Ele em busca do novo está sempre à frente do seu tempo, atualizado às novas tendências mundiais.
Ela sofre toda noite com o mundo, e com o que as pessoas podem pensar.
Ele gosta do mundo, do que pensa as pessoas, mas, de vez em quando fica com o atrás.
Ela anda de um lado para o outro no quarto, esperando a sua volta.
Ele volta sempre, mas sempre com uma novidade, sempre de um novo jeito.
Ela está sempre atenta ao que ele vai dizer, esperando um consolo.
Ele sempre a consola, mostrando que nem tudo é vão ou abstrato.
Eles se entendem, mas preferem viver cada um a sua vida.

“E mesmo com tudo diferente;
veio meio de repente uma vontade de se ver…”
Renato Russo

Última do referendo!

Ultimamente as coisas andam agitadas nesse pequeno espaço pensante.

tenho uma coisa a declarar: Não mudei minha opção, meu voto continua sendo o mesmo. E de uma coisa eu tenho certeza, não estou sendo levado pela emoção e nem por ninguém. Tenho minhas próprias idéias.

Votar NÃO é deixar as coisas como estão (sei que não estão boas).
Votar SIM é arriscar, é dar um “Tiro” no escuro, e ter um futuro incerto.

Vou votar 1(não) porque eu quero, e, se o meu voto for vencido, espero que as coisas se arrumem, que eu esteja enganado, que a população viva em paz, em perfeita harmonia. Espero também que os nossos governantes nos deêm assistência e segurança.

Que nosso Brasil seja um país de todos.

“Ó Pátria amada, idolatrada;
Salve… Salve” –
Hino Nacional.

Sou sim a favor da vida!

Estou escrevendo este texto em resposta a comentários recebidos (não aqui) sobre o texto anterior:

Em primeiro lugar, quero deixar bem claro que sou a favor da vida. E por isso mesmo que vou votar 1 (não), se o desarmamento fosse para todos (inclusive os bandidos), ai sim votaria no 2 (sim), mas tirar das mãos do cidadão o direito de defender sua própria vida eu não concordo.

Sou a favor da vida, da vida de todos, sou contra a violência a toda forma de maldade, sou a favor da educação para que as pessoas sejam mais cultas, sou a favor de gastos com a saúde e conscientização, e não a uma organização que não consegue dar conta da violência, dos roubos, assaltos, seqüestros, assassinatos e muitos outros, e que querem tirar a arma do cidadão para dizer que o problema foi resolvido.

E proibir ao meu ver, não vai adiantar em nada. As armas podem continuar sendo feitas, e por baixo dos panos, em bocas de lixo, e a venda será bem mais fácil, sem burocracia, nota-fiscal, o preço será mais baixo e acessível a todos e não só para os “ricos” (como diz a campanha do sim).

Não tenho armas em casa, e nem pretensão de ter, mas não quero dormir preocupado, esperando que o bandido entre na minha casa, já sabendo que estou desarmado, e sabendo também que não temos uma polícia preparada para nos proteger, e que o SUPERMAN, BATMAN, HE-MAN e outros super-heróis não existem.

Sou sim a favor da vida, a favor que as autoridades nos defenda e eduquem.

Arma mata, pedra mata, faca mata, lápis mata, droga mata…

Vamos desarmar a todos (todos mesmo), ai eu voto 2 (sim), ou é melhor deixar as coisas como estão.

E ninguém pode dizer que não sou a favor da vida.

“Quanto mais se mexe na merda,
mais a merda fedeDito popular.

Porque o “NÃO!”

Domingo que vem todos teremos que tomar uma decisão, e como bom cristão que sou, ouvi o que a Igreja tem a dizer sobre esse assunto, e com a ajuda dela fiz minha opcão.

Leia o texto abaixo escrito por um intelectual da Igreja Católica e faça também a sua opção:

Porque somos contra o desarmamento desse jeito.

“Em primeiro lugar é preciso dizer que somos a favor do desarmamento, mas desde que seja para todos, e não só para o povo, também para os bandidos. Eu gostaria de saber se esses artistas que estão a favor desse desarmamento, se vão desarmar os seus guarda-costas.
D. Obando Y Bravo, Bispo de El Salvador, disse certa vez que “quando dois irmãos brigam, não se pode desarmar um só”.
Infelizmente muita gente está sendo enganada com esta Campanha do governo.
O povo está sendo desarmado, mas os bandidos e o governo continuam cada vez mais armados.
Esta Campanha de desarmamento é uma “cortina de fumaça” que o governo despeja em nossos olhos para esconder que não está enfrentando o problema da violência como deve. A maneira correta de vencer a violência é pela educação maciça do povo, é com Justiça melhor e mais rápida e eficaz, com melhores penitenciárias, mais recursos e preparo da policia, mais distribuição de renda, mais emprego, etc.; isto está sendo feito? Não! O orçamento para o combate à violência tem diminuído; então, é mais fácil enganar o povo, que não lê e não estuda, com uma solene “Campanha de Desamamento”.
Esta Campanha é mais uma “solução fácil” para um problema difícil de que o governo lança mão, para enganar o povo; do mesmo jeito é feito com as propostas da camisinha, da laqueadura, do aborto, etc., “soluções fáceis para problemas difíceis”; você não percebe isto? Quem leu a longa matéria que a revista VEJA trouxe no ultimo número (01 out) pode constatar quanto erro há nesta Campanha, para não dizer má fé. E o povo vai sendo enganado.
Em nenhum país do mundo onde foi desarmado o povo, a violência diminuiu; ao contrário, os bandidos a aumentaram livremente e com mais crueldade, porque os inocentes estavam desarmados.
Nos EUA 43% da população tem armas em casa, e morrem apenas 9 em cada 100 mil em assassinatos; no Brasil, apenas 3,8% tem armas, e morrem 29 por 100 mil; entendeu? O problema não é a arma, é a educação, a polícia, a Justiça, as penitenciárias… Não há solução fácil quando o problema é difícil.
Alem disso, todos os ditadores, como Hitler, Stalin, Mussolini, Mao Tsé Tung, Fidel Castro, desarmaram o povo para poder dominá-lo e implantar uma ditadura cruel. Todas essas ditaduras foram cruéis. Não se deixe enganar, estude o assunto com profundidade.”

Prof. Felipe Aquino
www.cleofas.com.br

Já tomei a minha decisão. E você?


“O problema não é não ter uma arma…
O problema é o bandido saber que você não tem.” – Campanha do NÃO.

Depois da Pausa – A casa “maldita!”

Quase um conto.

Não foi até o dia que eu queria, mas foi o tanto que necessitava (talvez), mas se não saíssemos de lá ficaríamos loucos naquela casa “maldita”. Sabe quando você compra gato por lebre? Foi mais ou menos dessa forma. Alugamos uma casa aqui pelo telefone e descemos para Caraguá, quando chegamos nos deparamos com uma casa enorme (não que isso seja ruim), 3 quarto, 2 banheiros, 1 sala, 1 cozinha, 1 quintal gigante, de esquina, muro baixo, visada por todos os lados, apontada por duas avenidas, com as portas emendadas (já havia sido arrombada), e um “consultor” que mais botava medo, do que ajudava, dizendo que era melhor ter cuidado e não deixar coisas importantes na casa (e tudo isso para 2 pessoas). Tentamos achar outro lugar para ficar, foi em vão. O que podíamos fazer? “Arrumamos as coisas”, e saímos para dar uma passeada, com celular, carteira, maquina, tudo nas mãos para não deixar na casa, e correndo o risco de ser assaltados na orla. Mal pisei na areia meu celular toca, fiz uns testes em uma empresa, uma entrevista foi marcada pra hoje, então foi necessária a minha volta, antes de domingo.

Mas voltando a praia:

Toda hora que voltava para casa era um tormento, em reparar se tudo estava como antes, se nada havia sido forçado e etc. E a noite então? Quase não conseguir dormir, com todo o barulho daquela rua e o medo de uma invasão troiana.

Mas graças a Deus foi tudo bem. Voltei inteiro dessa nova aventura. Queimado, e com fotos para mostrar.

Se for alugar uma casa na praia com um tal de Pedrinho, fique de olho!
Ai está o mapa exato da casa, na rua Prisciliana de Castilho.

Ah! E estou cheio de esperança com a entrevista que fiz hoje.

“Se não eu
quem vai fazer você feliz…”Zeca Baleiro

Os contos e a pausa!

Vou escrever aqui dois contos que escrevi + ou – em 99/00. Um deles foi para um concurso em um site, mas nem sei o que aconteceu com ele.

Ai vai:
Os dois contos de Ronaldo:

Desespero

Chovia forte, de repente começou a se ouvir passos, cada vez mais perto. Quanto mais ela se encolhia no canto do quarto, mais próximo estavam os passos. Desesperou-se a chorar lembrando de tudo o que viveu: seu passado, sua história. Confusa já não sabia mais o que fazer, pensou em todos que viviam ao seu redor.
Um raio cortou o céu, acompanhando de um grande trovão, um pequeno e mudo grupo saiu de sua garganta, suas roupas estavam molhadas das lágrimas, e os passos cada vez mais perto.
Uma fraca luz começava a clarear o quarto. Ela pensou: “- É o fim”.E se entregou àquele ser que vinha junto com a luz, ele a tomou nos braços, a abraçou e disse: – “Calma filha, é só uma chuva, e a mamãe não vai mais te deixar sozinha”.

Uma estranha mulher

Trovoes e relâmpagos cortavam o céu, e uma chuva muito forte caia. Na beira da estrada estava ela, toda de negro. Seu rosto magro e sóbrio podia ser visto a cada relâmpago, sua mão acenava pedindo carona, não esperou muito e um gol vinho parou, um homem meia-idade, barba e cabelos lisos abriu a porta, sorriu e pediu para que ela entrasse, ela entrou e ele perguntou:
-Para onde?
Ela respondeu com ironia e sensualidade:
-Para qualquer lugar.
Ele se entusiasmou
-Isso é bom!
Deu partida no carro e saiu pela estrada, ela permanecia séria e sombria, e ele admirava aquele jeito onipotente e quis saber um pouco mais sobre a jovem:
-De onde você vem?
-De muitos lugares. – Respondeu.
Ele sem entender muito continua:
-E o que você fazia por lá?
-Muito – Respondeu impaciente.
-Como muito? Não entendi.
-Não entenda.
Os dois permaneceram calados por alguns minutos, ele estava nervoso, mas continuava a admirar aquela mulher estranha. Sem saber o que fazer pensava em mil perguntas, e decidiu quebrar o silêncio:
-Qual o seu nome?
Ela vira para ele, com um olhar de fúria e grita:
-Não dê carona para estranhos!
-Quem é você? – Gritou assustado.
Ela tirou um canivete da capa, apontou para ele e disse com voz cínica:
-Pare o carro!
-Tudo bem. – Disse ele tentando manter a calma. – Pode levar o carro.
-Mas quem disse que eu quero o seu carro?
-Dinheiro eu não tenho.
-Não quero seu carro e muito menos seu dinheiro.
-Então o que você quer de mim?
-Sua alma!
Com uma das mãos tapou a boca dele, suspendeu sua cabeça, e passou o canivete em seu pescoço e em seguida deu vários golpes em seu peito, e saiu do carro sem fechar a porta.
Em passos apertados andava pela beira da estrada, vinte minutos foram suficientes, e lá estava ela novamente parada, toda de negro, com seu rosto sombrio, a pedir carona, procurando outra vitima.

A pausa:

Estou fazendo uma pausa… Estou indo para Caraguá amanhã cedo e volto só no domingo a noite.
Prometo que quando voltar vou responder a todos os comentários!

Um grande abraço a todos! E até mais!

Perto da pausa!

Hoje por alguns instantes pude analisar minha vida e meus sentimentos. Vi como sou frágil e ao mesmo tempo forte pra tomar decisões, vi como é fácil me fazer chorar e mais ainda como é fácil me fazer rir, como aceito fácil as desculpas, e como gosto de irritar, mesmo sabendo que está tudo bem.
Esse sou eu, que não quer ser controlado, nem estipulado. Quero somente ser eu mesmo, da mesma forma de sempre, mudando em algumas coisas, mas não em tudo, se não paro de ser eu para ser outra pessoa, ou ser aquilo que querem que eu seja.

Sou somente eu, do meu jeito, às vezes difícil de entender.
Mas… fazer o que?

Eu… assim sou.

“Falar da pessoas é como carvão;
Ou a gente se queima, ou se suja.”– Bino, Carga Pesada.

Por falar em sonhos!

Inspirado nos sonhos da Luana

Esses dias sonhei que o gás aqui de casa tinha acabado, ai um amigo meu o Denílson foi buscar pra mim, ele foi pegou o carro do meu primo Elton, colocou o bujão e sumiu. Que louco.

Um dia sonhei que estava caindo. Dei um salto tão grande na cama, que acordei assustado. Ai dei uma olhadinha pra ver se alguém tinha visto. Como ninguém viu, voltei a dormir.

Quando era criança sonhei que estava sonhando (essa é boa), e no sonho que sonhava, entrava um ladrão em casa, e quando eu olhei para a cara dele, comecei a berrar e berrava muito, e minha mãe mandou eu parar de gritar, eu parei e dormir, quando acordei perguntei pra ela se tinha gritado a noite e ela disse que não (Como?). Então… eu sonhei que sonhava e no sonho eu gritei pensando que era real, mas era sonho. Entenderam?

Esse foi o mais real. Parecia brincadeira, mas estava ainda em horário de trabalho (quando ainda trabalhava), e estava conversando com uma amiga, a Marília, quando um rapaz apareceu e falou que em um mercadinho que tinha ali perto (Não tão perto assim!), estava dando coco (De água sabe? Nada haver essa história!), e a Marília me pediu pra ir pegar um pra ela, como um bom rapaz sai (No meu horário de expediente!) para busca o tal coco! E lá vou eu, caminhando pela rua, apressado pra chegar no local que parecia não chegar nunca! Alguém que não sei quem, apareceu do meu lado e começamos a andar juntos e conversar, até que comecei a ver canhões de luzes e a ouvir um som “Vou deixar, a vida me levar, pra onde ela quiser”, dedução: Um show do Skank acontecendo aqui perto! Pensei: “Não posso perder isso!!!” E falei pra pessoa que estava do meu lado que não sabia quem era: Vamos mais depressa! Vamos até o show, depois eu ligo pra Marília e ela passa aqui de carro e pega a gente! E começamos a andar bem rápido (correndo) para não perder nada daquele grande show! Ai… comecei escutar o som do meu celular tocando, Pensei que já era a Marília me ligando pra eu voltar. Saco! Abri os olhos, 05:45hs. Era o despertador. Hora de levantar! Não deu nem pra saber o que aconteceu depois! Só sei que aquele dia acordei muito cansado.

“Um instante, um olhar;
E o sol a tocar…”Marjorie Estiano