Do fim ao começo!


Pra começar o fim e finalizar o começo lanço essa reflexão.

Não é minha e, também não sei de quem é, mas me leva sempre a pensar no outro sendo eu, no outro como o próximo.

Mais um ano se vai, e com ele conquista, sonhos, vitórias, derrotas.

Persevere.

Reflita:

“Quando o outro não faz, é preguiçoso.
Quando você não faz… Está muito ocupado.

Quando o outro fala, é intrigante.
Quando você fala… É crítica construtiva.

Quando o outro se decide a favor de um ponto, é um “cabeça dura”.
Quando você o faz… Está sendo firme.

Quando o outro não cumprimenta, é mascarado.
Quando você passa sem cumprimentar… É apenas distração.

Quando o outro fala sobre si mesmo, é egoísta.
Quando você fala… É porque precisa desabafar.

Quando o outro luta para ser agradável, tem uma segunda intenção.
Quando você age assim… É gentil.

Quando o outro encara os dois lados do problema, está sendo fraco.
Quando você o faz… Está sendo compreensivo.

Quando o outro faz alguma coisa sem ordem, está se excedendo.
Quando você faz… É iniciativa.

Quando o outro progride, foi apadrinhado, teve sorte.
Quando você progride… É fruto de muito trabalho.

Quando o outro luta por seus direitos, é teimoso.
Quando você o faz… É prova de caráter, de persistência. “

Em um mundo em que todos participamos;
A iniciativa pode ser minha, pode ser sua.

Um feliz 2006!

Desejo que você tenha quem amar;
e quando estiver bem cansado;
que ainda exista amor pra recomeçar.
(Frejat)

E quando não for natal?


Mas… e quando não for natal?
Será que algum vento desavisado ainda trará canções alegres, dessas que faz gente grande “meninar” e rir à toa?
Será que as crianças abandonadas serão lembradas por alguma alma que esqueceu que o natal passou, mas não passou a solidariedade?
Será que os velhos nos asilos ainda manterão as esperanças das visitas que não vieram, dos abraços que não receberam, dos risos que não riram?
E quando não for natal…
Será que as pessoas continuarão abertas para o perdão, generosas nos julgamentos e aliadas em campanhas de solidariedades?
Será que as casas serão iluminadas pelas luzes invisíveis do amor e as crianças manterão suas crenças no bom velhinho?
E quando não for natal…
Será que a estrela de Belém apagará o seu brilho e a humanidade não mais encontrará o caminho que leva a Jesus?
Será que a árvore e os enfeites natalinos voltarão ao maleiro e deixarão de viver por mais onze meses?

Então, quando não for natal…

Que a criança renasça todos os dias em todos os corações, e que seja livre para alcançar estrelas num salto…

Que o Deus menino continue a sorrir na lapinha dos nossos corações e a amizade seja elos de uma corrente que sentimento algum a faça romper…

Que a magia do natal seja eterna, para fazer de cada dia, um dia tão especial que nossos espíritos se encontrem, no amor, na vida e muito mais…

Feliz natal!

“Anoiteceu, o sino gemeu;
a gente ficou feliz a rezar…”
(Assis Valente)

Um momento meu!


Olhando pela janela vejo um mundo, gigante, diferente, mas um mundo que faço parte e cada dia o tenho mais em minhas veias, um mundo que é meu.

Olhando para fora, vejo como as pessoas vivem sua vida, tomando conta das suas e das vidas demais.

Olhando pela janela, me vi olhando não só para a minha vida, mas para as outras.

E assim vivemos, eu e eles, todos juntos conforme a música toca.

Mas o que me consola é saber que as barreiras serão quebradas e monotonia se vai…

“Da janela lateral;
do quarto de dormir…”
(Lô Borges)

Um dia inteiro!

Sua mãe lhe pediu um presente, e ele resolveu ir ao shopping fazer compras, saíram os dois, foram até o ponto e entraram em uma lotação, conversaram um pouco e quando estavam a poucos metros do local, colocou a mão no bolso e percebeu que estava sem a carteira.
– Bosta!
– O que foi menino?
– Esqueci a carteira!
– E agora?
– Não sei.
E se virando para o cobrador.
– Grande… esqueci a carteira.
E o bom cobrador muito compreensivo:
– Esqueceu? Beleza, na volta você acerta comigo.
– Não moço… você não entendeu. Não tenho dinheiro para ir e muito menos pra voltar.
– Ah! E agora?
– Para que vamos descer.
– Ok.
– Valeu, desculpa qualquer coisa, muito obrigado. Quando eu te encontrar eu te pago.
– Fica sossegado.
E voltaram os dois a pé para casa, e no caminho:
– Menino, você falou bosta?
– Ué? Falei.
– Que feio.
– É só bosta, merda, coco mãe!
– Mas precisava falar naquela altura?
– A senhora não ouviu o que andam falando hoje em dia…

A caminho para o trabalho. correndo porque estava atrasado (como de costume), entrou na estação, subiu até a plataforma, e o metrô estava lá parado, com as portas abertas, correu, mas quando entrou as portas se fecharam e ele ficou em uma situação cômica, preso na porta, com o corpo dentro do vagão e a mochila do lado de fora, e foi necessária a ajuda de um dos seguranças para que ele conseguisse entrar. Ficou constrangido e nem olhou para os lados, sentou-se e foi trabalhar…

No retorno para casa, ainda se lembrava do que havia acontecido durante o dia, e desejava descansar, foi quando uma senhora de grande porte entrou no metrô e sem consegui se equilibrar com o vai e vem, caiu bem em cima do seu colo, dessa vez ele se sentiu prensado, e nem sabia no que pensar. A senhora pediu desculpas e ele sorriu, de cabeça baixa pensou: “Caramba… que dia!”
E finalmente o dia acabou!

“…e o Eduardo meio tonto;
só pensava em ir pra casa…
(Legião Urbana)

Barulho!

Ele ouvia o som das conversas, e tudo estava muito confuso, queria entender mas era tantas as histórias, e contadas por tantas pessoas que sua mente não conseguia distinguir.
Uma mensagem o consolou, uma nostalgia invadiu sua alma e começou a lembrar das coisas que fazia, das músicas que cantava. Ao fundo o barulho das vozes lutavam para o distrair, mas, ele permanecia ali, concentrado, tentando lembrar tons e notas, cantarolou alguma coisa e sorriu.
Risos o trouxe de volta ao lugar, e finalmente só uma história estava sendo contada, prestou atenção e viu-se as gargalhadas.
Muitas e muitas outras histórias se passaram e como em súbito tudo se acabou, e o silêncio tomou conta de seu pensamento.

“Barulho, barulho;
muito barulho por nada…”

(Kid Abelha)

Falta informação!

– Olá
– Que milagre você por aqui!
– Estou sempre por aqui, é você que nunca me vê.
– Estou aqui vendo algumas guitarras.
– Para com isso rapaz, vai fazer alguma coisa últil.
– Não consigo, é mais forte que eu.
– Você já visitou meu blog?
– Blog?
– Você tem orkut?
– Orkut?
– Tem ou não?
– O que são essas coisas?
Nossa… quanta desinformação – Pensou.
– Você não sabe o que é blog e nem orkut?
– Não.
– Orkut é uma comunidade virtual. Vou te convidar.
– Blz. E blog? O que é? Já ouvir falar, mas nunca vi.
– Hum… vamos lá, blog é um lugar onde você pode colocar suas idéias, pensamentos e comentários, e as pessoas ascessam e comentam a favor ou contra as suas idéias.
– Ah legal! Eu quero ter um. Como faço?
– Você já viu algum?
– Não!
– E como você quer ter uma coisa, se não sabe nem como é?
– Ah… mas eu quero.
– Então entra em www.blogger.com e se cadastra.
– E é só me cadastrar?
– E ter sorte de seu dominio está livre?
– Dominio? Livre?
– Tenho que ir… depois conversamos.

“Eu só quero saber do que pode dar certo;
não tenho tempo a perder…”

(Titãs)

Informação!

O que ele mais temia aconteceu. A informação vazou, ficou encurralado, não teve para onde fugir. Pensou em se esconder até a poeira baixar, em ir para uma ilha deserta, ficar seis meses na Europa, ou “sete anos no Tibet”. Pensou, revirou, desvirou, assobiou, dormiu. Sonhou com dança, chocolate, passarinho e escorpião, “- O que significa isso?” – pensou, pensava no que pensavam, falava em que poderiam falar. Chegou, sentou, leu e ouviu. As contas não param de chegar, o dinheiro não para de sair, desceu, pagou a conta, assistiu tv, e a lembrança anterior lhe voltou a memória. “A informação vazou!”

-Ah! Mas fica sossegado – falou para si mesmo – essa informação é irrelevante. Quem vai se preocupar com ela?
-É verdade. – respondeu para si mesmo – por que me preocupar? Que bobagem.

Entrou, deitou e virou-se para dormir. Quem sabe essa noite não tenha sonhos melhores…

“…o que será que me dá;
que me queima por dentro…”
(Chico Buarque)