Comemorando!

Acordou, olhando para o lado;
acordou com o som do despertador e lembrou que mais um ano se passara, e estava feliz, pois queria celebrar sua vida.

“Já não tenho a mesma idade, envelheço na cidade,
a vida é jogo rápido para mim ou prá você
Mais um ano que se passa e eu não sei o que fazer!”

Sorriu e agradeceu a Deus!

Levantou-se e foi trabalhar!

E antes disso recebeu os votos de pessoas epeciais…

Quantos abraços,

Quantos recados!

Que dia feliz!

O que mais fazer?

Só agradecer!

“Feliz aniversário;
envelheço na cidade…”
(Ira)

O que eu também não entendo!

Enquanto olhava em seus olhos, pensava em várias coisas que podia dizer, vários gestos que podia fazer, mas nada melhor do que aquela melodia em sua mente, então começou a cantar:

“Essa não é mais uma carta de amor
São pensamentos soltos traduzidos em palavras
Pra que você possa entender
O que eu também não entendo

Amar não é ter que ter sempre certeza
É aceitar que ninguém é perfeito pra ninguém
É poder ser você mesmo e não precisar fingir
É tentar esquecer e não conseguir fugir, fugir

Já pensei em te largar
Já olhei tantas vezes pro lado
Mas quando penso em alguém é por você que fecho os olhos
Sei que nunca fui perfeito, mas com você eu posso ser
Até eu mesmo que você vai entender

Posso brincar de descobrir desenho em nuvens
Posso contar meus pesadelos e até minhas coisas fúteis
Posso tirar a tua roupa
Posso fazer o que eu quiser
Posso perder o juízo
Mas com você eu tô tranquilo, tranquilo

Agora o que vamos fazer, eu também não sei
Afinal, será que amar é mesmo tudo?
Se isso não é amor, o que mais pode ser?
Estou aprendendo também”

No final um sorriso brotou em seu rosto. “Havia acertado” – pensou. Estava aprendendo, estava tranquilo, defenitivamente estava bem.

Agradecimento:
Jota Quest

Carta!


Entrou no quarto, abriu a gaveta, pegou uma caixa, sentou-se e começou a olhar cada coisa que tinha lá dentro. Uma coisa lhe chamou a atenção, o rascunho de uma carta, desdobrou e começou a ler:

“…aqui eu estou bem, muito bem por sinal, pois sei que você está sempre perto de mim, nem que seja por pensamento.

Sinto saudades durante o dia, e durante a noite também. Mas também sei que a distância nos é favorável.

Lembra da primeira vez que nos vimos? Não sabia que ficaríamos tão juntos, que nos afeiçoaríamos tanto.

Lembra do Natal e do Ano Novo? O primeiro depois que nos conhecemos? Fomos na casa dos nossos amigos. Como foi legal! E as nossas viagens? De vez em quando achava que éramos loucos… mas são essas coisas que faz com que eu goste cada vez mais de você e do seu jeito.

Tenho certeza que logo poderemos estar juntos de novo, sem barreiras ou empecilhos, e sem medo…”

Dobrou novamente, guardou e fechou os olhos.

“… mas, custe o tempo
que custar, eu sei…”
(Maninho)