Às vezes… do que vale?

Às vezes se sentia inseguro, com medo de perder tudo aquilo que conquistou.

Às vezes se sentia como uma criança, precisando ser protegida, queria colo, queria abraços.

Às vezes se sentia triste com a forma com que ouvia, se sentia mudo pra não transparecer a ira.

Às vezes se sentia só, quando queria está perto.

Às vezes se sentia perto, quando queria está só.

Às vezes sentia uma saudade que doía.

Mas sempre se sentia amado e amando.
Sentou em sua mesa, pois a escrever:

Do que vale a dor, se o amor cura?
Do que vale a insegurança, se o amor protege?
Do que vale a tristeza, se o amor consola?
Do que vale a raiva, se o amor é paz?
Do que vale a saudade, se o amor une?

“Sei que nada vai entender… mas isso basta.”

“E a gente vai à luta,
e conhece a dor…”

(Lulu Santos)
Upgrade – 03/04/2007
Di, feliz aniversário lindão!

Impressões!

Como havia pensado “A primeira impressão não é a que fica!” pelo menos agora.
Depois da conversa percebeu que nem tudo o que te comentaram era verdade. Como as pessoas podem fica pintando uma a outra desse jeito? Como podem querer que umas fiquem contras as outras?

Que mundo mais complicado! Queria um mundo ideal, mas sabia que enquanto todos fosse dessa forma, nada seria diferente.

Heróis? Quem são?

Preconceito? Será que nós ainda temos isso?

Um simples abraços mudaria tanta coisa. Mas será que é tão caro assim?

Caminhando pela rua lembrava das palavras de acusação daquele que pedia pra largarmos as pedras. Não entendia, a única coisa que pode fazer na hora foi sair. Não podia reclamar, mas também não podia mais ouvir toda aquela baboseira, aquela conversa fiada de arrependimento.

Deu graças a Deus por no dia anterior, ter escutado e entendido de outra maneira. “-Deus sabe quem colocar em minha vida!”- Pensou, e por isso ficou muito feliz.

E em sua certeza disse: “-Não é ela!”

“Ninguém te condenou? Eu também não te condeno.” (Jo 8,10/11)

“Todo ouro do mundo
pode comprar…”

(Walmir Alencar)

Heróis!

“E agora vamos falar com os nossos heróis…”
Essa é a saudação (infeliz) usada por Pedro Bial ao se dirigir aos participantes do programa Big Brother Brasil:

Se alguém se encontrar com ele, pergunte-lhe, por favor, qual a definição de “herói” no dicionário dele… No meu, Herói é uma coisa muito diferente…

Herói é a Dra. Vanessa Remy-Piccolo, jovem pediatra francesa de 28 anos de idade.
Ela que abriu mão do seu conforto para servir na África, como voluntária do programa Médicos sem Fronteiras.
Ela que nos relata que cansou de atender crianças que com um ano de idade pesavam em torno de 3,6 kg, que corresponde ao peso de um recém-nascido.
Herói que relata que muitas mães chegam até ela dizendo que levaram os alimentos doados para casa, mas que seus filhos parecem que desaprenderam a se alimentar e se recusam a abrir a boca.

Herói é Martial Ledecq, cirurgião voluntário do Médicos sem Fronteiras, que, arriscando a própria vida, atende, em meio a bombardeios, os civis feridos num Hospital de Tebnine, sul do Líbano, vítimas de uma recente guerra que de tão nefasta não poupou nem os observadores da ONU, e nem mesmo as equipes de ajuda humanitária internacional.

Herói, meu caro Pedro Bial, é quem, nestes dias desleais em que vivemos, enxerga o sofrimento alheio, e se prontifica a amenizá-lo no que estiver ao seu alcance.

Herói são aqueles que abrem mão dos confortos pessoais em prol do coletivo, aqueles plenos de uma vida na qual a paixão sobrepuja a omissão…

Herói é aquele que é solidário, que partilha dons e bens…

Mas há também muitos heróis que falam a nossa língua…
E não são as “celebridades” instantâneas do BBB. Embora estejam pertinho da “casa mais vigiada do Brasil”.

Heróis como Jacinta, enfermeira do projeto Meio-fio, promovido pelo Médicos sem Fronteiras no Rio de Janeiro, que examina mãe e filho, moradores de rua.

Heróis como a médica Renata, que visita aqueles que nem aos precários serviços de saúde pública têm acesso, como os moradores de rua, no Largo da Carioca, centro do Rio de Janeiro.

Heróis como o educador Altayr, que partilha seus conhecimentos com uma moradora de rua no centro do Rio de Janeiro.

Heróis como a psicóloga Andréa, que, a exemplo da pediatra francesa, semeia saúde e esperança, por onde passa.

Heróis como a enfermeira Eriedna, que aqui atende o Sr. Nilton no núcleo de atendimento do Médicos sem Fronteiras.
Heróis como Sr. Nilton, que com o apoio recebido conseguiu encontrar um trabalho, e hoje não mais mora nas ruas.

Heróis como Sr. João, um dos moradores de rua atendidos pelo projeto Meio-fio, que relata:
“De manhã eu começo a circular igual a um peru doido. Eu só paro na hora do almoço e depois, à noite, pra dormir. Mas catar latinha não é fácil não. Hoje em dia tem uma concorrência muito grande pelas ruas”.
Será que o Sr. João resistiria à tentação de catar as latinhas e garrafas de bebida vazias, com as quais a produção do BBB tenta a todo custo embriagar os participantes do programa nas festas que promove?
Sr. João provavelmente juntaria as latas sim, escondidas num canto da casa, para quando a fama instantânea passar…

Quando um cara que já foi dos mais brilhantes repórteres do país, vibra e discute os namoricos, as intrigas e as futilidades do programa BBB como se fossem o assunto mais importante da atualidade, é sinal de que algo está lamentavelmente errado…

É preciso acreditar que um outro mundo é possível.
E pequenos gestos poderão produzir mudanças significativas.

Um ato simples, que certamente poderá resultar em benefícios concretos, será o de iniciar uma campanha de conscientização para que ninguém mais atenda aos apelos melodramáticos de Pedro Bial, e que, ao invés de efetuar ligações para o programa Big Brother, contribua para entidades que atuam em prol de causas sociais.

A cada paredão, com milhões de ligações para o programa, os centavos e centavos pagos formam rios de dinheiro, e engordam ainda mais as já milionárias fortunas dos donos, diretores e apresentadores televisivos…
Se você tem algum amigo, familiar ou conhecido que liga para o programa, aconselhe-o, ao invés, a doar a quantia para algum programa humanitário.

Ao invés de ligar para o Big Brother Brasil, contribua com alguma instituição que realmente precisa de ajuda.
E não faltam entidades sérias que contam com o nosso apoio para prosseguir com suas nobres atividades.

Listagem de algumas outras entidades e projetos
Unicef

Certamente existe alguma instituição de amparo aos necessitados atuando na tua cidade.

Os recursos destas instituições provém, na sua maior parte, do apoio voluntário, – material e humano -, necessitando, portanto, de nosso auxílio e colaboração para que possam fazer diferença e recuperar o valor da vida dos tantos destituídos, excluídos da sociedade.

Quem são seus heróis?

Ps* Este texto não foi eu quem escreveu, recebi por e-mail, e não tinha dados autorais, mas muito bom pra refletir.

O Negro!

Estava sentado no banco da praça observando o negro moribundo que pedia esmolas, via sua roupa, seu jeito. Ele ia de pessoa em pessoa, e cada uma fugia dele de uma forma, e quando ele aproximava de um carro, os motorista fechavam a janela, arrancavam com o carro pela rua, ou estacionavam mais adiante. Do outro lado da rua havia um grupo, que quando avistaram o pobre negro o insultaram de várias formas, e os policiais que passavam em sua viatura olhavam despercebidos sobre o ocorrido.
O negro triste colocou a mão no bolso, tirou algumas moedas, uma lágrima parecia surgi, abaixou a cabeça, guardou as moedas e se foi.

No banco da praça continuava sentado, sentindo-se um inútil por nada fazer.

Blogagem coletiva

Hoje, 21 de Março é o dia internacional para a eliminação da discriminação racial, e o Lino nos convocou para uma blogagem coletiva sobre este assunto.

E tomando alguns dados da Luma, uma pesquisa realizada pela fundação Perseu Abramo, no ano de 2003, comprova que 87% da pessoas consultadas admitiram a existência de racismo. E este resultado compromete conceitos de justiça, cidadania e democracia em nosso país.

Por que ficar sem fazer nada?

Clique em quem está participando,

Cris, Jens, Poliane, Laine, Chawca, Célia, Carla, Bárbara, Carlos, Jonathan, Cacau, Ursula, Tati Sabino, Lúcia, Lu (Niniel), Mélica, Mero Espectador, Luci Lacey, Lulu, Jeane, Aline, Keila, Verinha, Olhos de Mel, Leandro, Monkakau, Vivi, Mário, KK, Patty, Aninha, Alê, Saramar, Marcos, Cristiane Saldanha, Renata, Cirilo, Sam, Regina, Fernanda, Cilene, CAntonio, Márcia do Valle, Lino, Ricardo Rayol, Enoísa, Renata, Guilherme, A comentarista, Edu, Chris, Mi, Clarice, Paulo, Jorge, Luma, Kevin, Célia (Paris), Marta, Morgana, Miguel, Crys, Simone, Lila, Tina, Mércia, Rafael, Jackie,

Abraços!

Lá estava ele, como fazia todos os dias, dentro do ônibus, olhando pela janela as pessoas que passavam.

Quando o ônibus parou em um ponto, ele avistou um casal que se abraçava e sentiu uma saudade tremenda, saudade dos braços, saudade dos beijos, saudades da voz.

Lembrou da primeira vez que seus olhos viram os olhos, da cor, da luz.

Se sentiu feliz por ser amado, por poder amar, mesmo com o seu coração doendo de saudades.

De repente o sol saiu de trás das nuvens clareando seu rosto, esquentando seu corpo, abraçando seu coração.

E como fazia todos os dia, lá estava ele dentro do ônibus, olhando pela janela, rindo sozinho.

“Eu só quero saber,
do que pode dar certo…”
(Titãs)

Sobre homens e cachorros!

“Tem pessoas que pensam que somos cachorros!” – Pensava enquanto atravessava a rua segurando o livro em suas mãos. Seu coração batia forte e angustiado, sentiu vontade de não mais voltar, mas, estava voltando ao normal, o frio no estômago e a raiva estavam partindo.

Só sentia uma repulsa enorme, mas isso iria passar.

Foi pra sua casa, nada era tão importante naquele momento do que um banho, um descanso.

Quando chegou ao portão, encontrou sua cachorra o esperando contente, mesmo todos os dias ele brigando com ela, ela estava lá toda alegre abanando o rabo.

E disse a si mesmo: “-Nunca serei assim!” E pensando: “Ainda bem que pra mim a primeira impressão não significa nada, mas mesmo assim, leva um tempo pra apagar. Quem sabe?

Entrou, depois de um bom banho deitou.

-Ah! Como eu queria está perto!

“O tempo não para,
não para não…”

(Cazuza)

Escreva-me


Escreva-me
Quando o vento tiver desfolhado as árvores
Os outros tiverem ido ao cinema
E você quiser ficar sozinho
Se você não quer falar muito
Então escreva-me

Fará você se sentir menos frágil
Quando nas pessoas encontrar
Somente indiferença
Jamais se esqueça de mim

E se você não tiver
Nada de particular para dizer
Não precisa se preocupar
Eu saberei entender

Pra mim, basta saber
Que você pensa em mim ao menos um minuto
Porque eu sei ficar contente
Mesmo com um simples olá

Falta tão pouco
Para ficarmos mais perto

Escreva-me
Quando o céu parecer mais claro
As jornadas se tornarem longas
Mas não espere pela noite

Se você tem vontade de cantar…
Escreva-me

Mesmo quando você achar
Que está apaixonado

Escreva-me
(Nino Buonocuore)

“Preciso tanto aproveitar você,
beijar teus olhos, olhar tua boca…”
(Jota Quest)