Abraços!

Lá estava ele, como fazia todos os dias, dentro do ônibus, olhando pela janela as pessoas que passavam.

Quando o ônibus parou em um ponto, ele avistou um casal que se abraçava e sentiu uma saudade tremenda, saudade dos braços, saudade dos beijos, saudades da voz.

Lembrou da primeira vez que seus olhos viram os olhos, da cor, da luz.

Se sentiu feliz por ser amado, por poder amar, mesmo com o seu coração doendo de saudades.

De repente o sol saiu de trás das nuvens clareando seu rosto, esquentando seu corpo, abraçando seu coração.

E como fazia todos os dia, lá estava ele dentro do ônibus, olhando pela janela, rindo sozinho.

“Eu só quero saber,
do que pode dar certo…”
(Titãs)

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