Ociosidade!

Hoje recebi uma mensagem direta no twitter do meu amigo blogueiro Roberto Sena que remetia para um texto escrito em seu blog, resolvi seguir o link e me deparei com o texto em que ele dizia:

“…recentemente que retirei a relação de links que estava na lateral do blog. Quero deixar claro para todos aqueles que teve seu blog ou site retirado da lateral, que a iniciativa tem como objetivo fazer com que esta página estivesse mais limpa.”

Em um primeiro momento fiquei um pouco triste, aquelas coisas que sentimos em frações de segundos, mas continuei o texto, e percebi que tudo era uma estratégia, e uma ótima estratégia, pois como ele mesmo escreveu: “…esses mesmos links muitas vezes acabam caindo no esquecimento, e de certa forma se tornando irrelevantes.”
E no último parágrafo fiquei feliz e motivado e resolvido a sair da ociosidade, meu querido amigo Roberto Sena, quer saber por onde nós, blogueiros, andamos, o que estamos fazendo, e que assim possamos nos motivar e motivar os outros a escrever: “Para consertar isso e fazer com que esses endereços tenham novamente importância dentro do blog, os mesmos estarão fazendo parte agora, dos artigos, ou seja, estarão onde realmente são vistos. A ideia é interagir com os mesmos através de assuntos que foram publicados neles, e que tenham de alguma forma relação com o que está sendo publicado aqui. Isso já estava sendo feito, porém agora ganha o destaque merecido. Enfim, agora é hora de participaram mais, e dizerem o que andam fazendo na blogosfera.”
Roberto, obrigado pela motivação e inovação.
Aguardem!

Novo Orkut

orkut

Ontem recebi o convite para testar o “Novo Orkut”, recebi este convite participando de uma promoção do site Olhar Digital. Nessa promoção era necessário responder a seguinte pergunta:

“Por que você quer ganhar o convite para o Novo Orkut? Minha resposta foi simples, mas acho que agradou. Veja: “Porque quero mostrar pra todo mundo que estou sempre atualizado, pois sigo o Olhar Digital.

Agora estou eu aqui, fuçando e me acostumando com as novas funcionalidades. Achei bem interessante no cabeçalho o “Conte algo para os seus amigo”, é bem parecido com o Facebook e o Twitter, mas acho que isso é algo que pode dar um UP no orkut. Interação em tempo real.
Por enquanto parece ser bom.

Chiaroscuro – Pitty

Escutando Chiaroscuro, o novo cd de Pitty, lançado no último dia 11 de agosto, pude comparar a evolução, os novos ritmos e influências da cantora baiana como o soul e tango.

A música que me chamou a atenção foi “Descontruindo Amélia” que mostra o lado da mulher que deixa de ser serva e se “joga”, se cuidando e aproveitando melhor a vida.

E é claro, não posso deixar de falar de “Me adora” primeiro single deste cd, que na minha opinião é umas das melhores músicas, e como sempre digo: “Ele sempre canta pra mim.”

Mais uma vez ela se supera, em letra e músca. Altamente recomendado

Do site: Pitty.com.br

Chiaroscuro. Palavra em italiano que significa literalmente “claro-escuro”, é também uma das técnicas inovadoras de pintura usada por Leonardo Da Vinci, e se caracteriza pelo uso do contraste entre luz e sombra para representar um objeto, criando um efeito tridimensional.

A radicalização do efeito de chiaroscuro dá origem a uma escola de pintura italiana conhecida como Tenebrismo. Durante o processo de gravação do disco, esse nome surgiu como uma síntese e um conceito para tudo o que estava sendo feito ali. Nas canções; que ora são mais sutis e sensoriais, ora são mais soturnas e densas. Nas imagens, registradas em preto, branco e todos os seus 256 tons de cinza. No quadro pintado durante a gravação por Catarina Gushiken, e do qual foi extraído a arte da capa do disco.

A intenção não era se utilizar da técnica aprimorada por Da Vinci, e sim usá-la como exemplo para trazer à tona a sensação de contraste e dualidade. Leve e pesado. Luz e sombra. Céu e inferno, bom e mau, macio e áspero, doce e azedo. O ser humano vive impregnado por esse conceito de dualidade, de opostos complementares e necessários.

O homem é, no mínimo, dois. Nenhum de nós é só sombra, e nem só luz. E o preto e branco surgem na arte do disco como símbolo sintetizador dessa dualidade e desse contraste entre extremos, embora na sonoridade a cartela de cores seja um pouco mais ampla devido às doses de psicodelia e texturas que pintaram na gravação.

O primeiro clipe do Chiaroscuro é o da música Me Adora, que já está tocando em todas as rádios do país. E você pode assistir o vídeo-clipe aqui no blog.

Imagem e vídeo: Divulgação

Pinacoteca de São Paulo

Estou aproveitando as minhas férias para conhecer lugares que eu não conheço na própria cidadade onde moro, e o lugar escolhido dessa quarta-feira foi a Pinacoteca do Estado, localizada na região central de São Paulo, o lugar é lindo e lá é mantido m dos maiores acervos de arte do país.

O passeio contou com a visita as belas obras de grandes artistas como Cândido Portinari, Victor Brecheret (com a via sacra), e muitos outros.

Depois de passar pelos três andares do prédio, uma pausa no “Pinacoteca Café” para um delicioso café com direito a capuccino e croissant, e uma volta no Parque da Luz, por instantes dá até pra esquecer que estamos no centro da cidade.

O que me agradou também foi o preparo e a educação de todos os funcionários e seguranças do local.

Prédio

Pinacoteca

Blue Jeans

Blue Jeans – Salão Mario Covas

Jardim da Luz

Jardim da Luz

Passeio altamente recomedado.

Endereço:
Praça da Luz – Jardim da Luz
Telefone: (11) 3229-9844

Passeio Cultural

Mesmo com o tempo chuvoso dessa sexta feira, nada melhor que um pequeno passeio cultural pela cidade de São Paulo, mais exatamente na Av. Paulista.

Os pontos visitados foram a feira “Como assim?” localizado em um casarão praticamente em frente ao shopping Center 3 (local original da feira aos domingos). Nesta edição, a predominação era de sapatos e calçados, mas também havia produtos de fabricação própria e outros objetos como roupas, acessórios, objetos de decoração e arte.

Como assim? Estampas

Também passei pelo Conjunto Nacional, ótimo lugar para passar o tempo, com várias opções de lojas e entetrenimento como cinemas, livrarias, exposições e muito mais. Pra quem não tem nada o que fazer em casa, pode aproveitar sem susto muitas opções da cidade.

Don Quixote Don Quixote – Salão do Conjunto Nacional

Livraria Cultura Livraria Cultura – Conjunto Nacional

Vlademir Herzog

Nesta semana assisti o filme/documentário sobre Vladimir Herzog: “Vlado – 30 anos depois”, sobre sua morte na época da ditadura. “Vlado” foi, e é, um personagem importante do nosso país, então, resolvi aqui escrever um pouco dessa história.

Primeiros anos
Herzog nasceu na cidade de Osijek, em 1937, na Jugoslávia (atual Croácia), filho de um casal Judeu: Zigmund e Zora Herzog. Com o intuito de escaparem do Estado Independente da Croácia (estado fantoche controlado pela Alemanha Nazi e pela Itália Fascista), o casal decidiu imigrar, com o filho, para o Brasil, na década de 1940.

Educação e carreira
Herzog se formou em Filosofia pela Universidade de São Paulo em 1959. Depois de formado, trabalhou em importantes órgãos de imprensa no Brasil, notavelmente no O Estado de S. Paulo. Nessa época, resolveu passar a assinar “Vladimir” ao invés de “Vlado” pois acreditava que seu nome verdadeiro soava um tanto exótico no Brasil. Vladimir também trabalhou por três anos na BBC de Londres.

Na década de 1970, assumiu a direção do departamento de telejornalismo da TV Cultura, de São Paulo. Também foi professor da Escola de Comunicações e Artes da USP e, nessa época, também atuou como dramaturgo, envolvido com intelectuais de teatro. Em sua maturidade, Vladimir passou a atuar politicamente no movimento de resistência contra a ditadura militar no Brasil de 1964-1985, como também no Partido Comunista Brasileiro.

Prisão e morte
Em 24 de outubro de 1975 — época em que Herzog já era diretor de jornalismo da TV Cultura — agentes do II Exército convocaram Vladimir para prestar depoimento sobre as ligações que ele mantinha com o Partido Comunista Brasileiro (que era proibido pela ditadura). No dia seguinte, Herzog compareceu ao pedido. O depoimento de Herzog era dado por meio de uma sessão de tortura. Ele estava preso com mais dois jornalistas, Jorge Benigno Duque Estrada e Leandro Konder, que confirmaram o espancamento.

No dia 25 de Outubro, Vladimir foi encontrado enforcado com o cinto de sua própria roupa. Embora a causa oficial do óbito seja suicídio por enforcamento, há consenso na sociedade brasileira de que ela resultou de tortura, com suspeição sobre servidores do DOI-CODI, que teriam posto o corpo na posição encontrada, pois as fotos exibidas mostram Vlado enforcado. Porém, nas fotos divulgadas há várias inverossimilhanças. Uma delas é o fato de que ele se enforcou com um cinto, coisa que os prisioneiros do DOI-CODI não possuíam. Além disso, suas pernas estão dobradas e no seu pescoço há duas marcas de enforcamento, o que mostra que supostamente sua morte foi feita por estrangulamento.

Pós-morte
Vladimir era casado com a publicitária Clarice Herzog, com quem tinha dois filhos. Com a morte do marido, Clarice passou por maus momentos, com medo e opressão, e teve que contar para os filhos pequenos o que havia ocorrido com o pai. A mulher, três anos depois, conseguiu que a União fosse responsabilizada, de forma judicial, pela morte do esposo. Ainda sem se conformar, ela diz que “Vlado contribuiria muito mais para a sociedade se estivesse vivo”.
Gerando uma onda de protestos de toda a imprensa mundial, mobilizando e iniciando um processo internacional em prol dos direitos humanos na América Latina, em especial no Brasil, a morte de Herzog impulsionou fortemente o movimento pelo fim da ditadura militar brasileira. Após a morte de Herzog, grupos intelectuais, agindo em jornais e etc., e grupos de atores, no teatro, como também o povo, nas ruas, se empenharam na resistência contra a ditadura do Brasil. Diante da agonia de saber se Herzog havia se suicidado ou se havia sido morto pelo Estado, criou-se comportamentos e atitudes sociais de revolução.

Abaixo leia a entrevista com a publicitária Clarice Herzog, viúva de Vladimir Herzog.
Por Cylene Dworzak Dalbon

Em conversa exclusiva com o Jornal Segundas Intenções, a publicitária Clarice Herzog fala do terrível outubro de 1975, quando seu marido, o jornalista Vladimir Herzog foi assassinado dentro das dependências do DOI-CODI pelos órgãos de repressão da ditadura.

O outubro de 1975
“O outubro de 1975 foi complicadíssimo. Ficaram na memória as coisas relacionadas ao que aconteceu com o Vlado. No começo do mês vários jornalistas foram presos. Estava havendo inclusive um encontro nacional de jornalismo e mesmo assim as prisões continuavam. Foram presos muitos jornalistas ligados ao Vlado e da TV Cultura, o Markum, o Anthony, Rodolfo Konder, o Sérgio Gomes. Foi um momento extremamente tenso. Esperávamos que o Vlado fosse preso devido a essas prisões, e discutimos muito sobre qual seria o teor de seu depoimento – o que nunca passou pelas nossas cabeça é que ele acabaria sendo morto. Vlado, naquele momento estava no Partido [Comunista Brasileiro]. Ele nunca foi muito ligado à política, ele não era comunista – aliás era bastante crítico ao partido. Na verdade, o Vlado era um intelectual, ligado a teatro, cinema, que desejava um mundo melhor, um mundo onde as idéias pudessem ser discutidas e respeitadas. Naquela época existiam duas forças contra a ditadura militar: uma era a igreja e a outra o PCB. Como o Vlado era judeu, optou pelo Partido – a sua área de atuação como militante era a discussão da situação cultural no país – a produção artística, nos vários níveis, estava sendo totalmente massacrada pela censura. O motivo da forte repressão contra o PCB, é que ele estava se tornando uma nova e forte frente e enfrentando a ditadura. Mas aconteceu o que não esperávamos que acontecesse: afinal, apesar do Vlado estar envolvido com o partido comunista, tínhamos empregos, passaporte, residência fixa e não éramos envolvidos com a luta armada.”

Londres
“Depois do término do contrato do Vlado com a BBC em Londres, eu retornei primeiro com as crianças e o Vlado ficou mais três meses fazendo um curso sobre TV Educativa. Era pra ele chegar ao Brasil dia 15 de dezembro de 1968 (o AI-05 foi no dia 13). Mas ele não chegou. Antes de vir para o Brasil, ele passou por Roma para se despedir do [Fernando] Birri [cineasta e guru de Vladimir Herzog] e lá em Roma viu a manchete no jornal: “Ditadura Militar no Brasil”. E aí ficou a dúvida, se voltava pra Londres, se vinha para o Brasil. E durante duas semanas permanecemos nessa dúvida. Mas a sensação que nós tínhamos é, mesmo com o A15 seria possível fazer alguma coisa aqui, valia a pena tentar.
O grito da sociedade e o silencio dos judeus

“A morte do Vlado foi um basta. A sociedade civil percebeu que aquilo foi a gota d´água. Na hora em que ele morreu houve uma movimentação. Ele era muito conhecido no Brasil e no exterior; então todo mundo ficou sabendo.
A comunidade judaica nunca deu apoio pra nada. Isso é muito importante que se deixe claro. Não havia rabino no velório nem no enterro do Vlado. O culto ecumênico aconteceu graças ao D. Paulo [Evaristo Arns] – aliás, Dom Paulo também esteve presente no velório. Não houve apoio nenhum da comunidade judaica, muito pelo contrário. Tive apoio de amigos judeus, mas não da comunidade enquanto instituição.”

Correio Brasiliense
“A maneira como foi feita a matéria foi muito sensacionalista, o Correio Brasiliense foi ‘marrom’. Realmente, reconheci a foto de frente como sendo do Vlado; as outras não. A pessoa fotografada era muito parecida com ele, mas houve um engano da minha parte, que só se esclareceu quanto o Nilmário Miranda (Ministro da Comissão dos Direitos Humanos) e o General chefe da segurança do presidente Lula estiveram aqui e me mostraram o dossiê completo da pessoa que tinha sido fotografada e aí percebi que realmente aquele não era o Vlado.”
A ação judicial

“Foi um processo importante porque houve um resgate da justiça brasileira, do judiciário, e isso fez com que outras famílias também entrassem com o processo contra a União. Não pleiteei indenização porque queria que fosse reconhecido publicamente que o Vlado não havia se matado e sim, que havia sido assassinado; e eu tinha medo de que me pagassem a indenização sem qualquer processo porque afinal o Vlado estava sob proteção do Estado.

Anistia
“Eu não anistio os torturadores do Vlado. A minha opinião sobre anistia é essa.”

Em outubro deste ano (2009) celebraremos os 34 anos da morte de Vlado.

Fontes:
Wikipédia
Blog Ditadura no Brasil

Foto:
Sindicato dos jornslista de São Paulo

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