Meu medo de cachorro

Meu medo de cachorro

Pra falar a verdade, não é assim um medo, chega a ser um pavor. E eu vou contar aqui como isso começou.

Não lembro desta história, quem contou foi minha mãe. Eu tinha 2 anos, já andava e corria pra todo lado como uma criança desta idade costuma fazer. Meu pai precisava arrumar algo no carro e me levou com ele até uma oficina.

Enquanto eles conversavam (meu pai e o mecânico), diz a história que fiquei andando por ali, e encontrei uma cadela que tinha acabado de ter filhotes, como curioso que sou até hoje, fui mexer nos cachorrinhos.

E adivinha o que aconteceu? A cadela mordeu meu rosto.

De verdade, eu não lembro de nada disso. A única coisa que sei, é que quando vejo um cachorro, eu não consigo nem explicar o que eu sinto. Salvo algumas exceções é claro (cachorros bonzinhos dos amigos).

Não, eu não tenho ódio dos bichinhos, e até penso em ter um algum dia, talvez, bem distante.

O meu problema é com os dogs que encontro pela rua, ou os que me surpreende. E esse tipo de cachorro costuma ser malvado, eles sabem que eu tenho medo, e utilizam dessa fraqueza para serem superiores… rs.

Você tem algum medo? Diz ai.

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Eu não sou ninguém demais

Eu não sou ninguém demais

Talvez assim, eu não seja uma pessoa tão fácil de lidar, quem está perto, convivendo comigo que o diga. Mas… só um pouquinho vai.

Fico entediado e emburrado por qualquer coisa. Tá, nem tudo. Mas na maioria das vezes, é porque sou deixado de lado, em segundo plano, passado para trás, ou quando dizem que eu falei algo que eu não disse (entenderam?). E essas coisas me deixam irritado. Muito irritado.

Mas não tenha medo de chegar perto, de tentar ser meu amigo. Algumas pessoas nasceram, e vivem na Terra para me irritar, outras fazem isso de vez em quando, essas, depois de uma conversa, um passeio, ou um Chopp, tudo volta ao normal, mas a maioria, por enquanto, são pessoas que irão ser felizes ao meu lado.

No mais, sou um cara legal.

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Pecado passado

Eram meados de 1988, e na segunda série ele era um dos melhores alunos da sua sala, tanto que a professora o nomeou “ajudante oficial”, tudo o que era “legal” era feito por ele, anotar o nome dos alunos que ficavam só conversando, distribuir as atividades, entregar e recolher os materiais, e distribuir as senhas quando havia algum tipo de lanche “especial” na escola (nesses dias os alunos só poderiam comer uma vez). E sempre que sobrava uma senha, ele ficava com ela.

E esse foi seu pecado, um dia ao entregar as senhas, uma das meninas da sala falou que não queria, então ele guardou a senha no bolso e foi para o recreio, e o lanche daquele dia era pão com carne louca. Ele estava feliz, pois iria se fartar.

Quando estava entrando na fila pela segunda vez, a menina que antes havia recusado veio ao seu encontro e quis reivindicar a sua senha dizendo que ficou com vontade de comer o lanche, ele olhou para a menina e sem pensar falou:

-Não, não vou te dar a senha. Você não quis na hora e agora quem vai comer sou eu.

A menina insistiu mais umas duas vezes, mas como ele se manteve firme na decisão ela desistiu.

Para a sua surpresa a merendeira (não se sabe como) escutou a conversa dos dois e quando chegou a sua vez ela olhou brava para ele e disse:

-Que feio! A menina quase implorou a senha pra você, e você não deu… por isso eu vou te dar só metade. – E cortou o pão no meio.

Naquele momento se sentiu culpado, e se sentiu também a pior pessoa do mundo por tudo aquilo que tinha acontecido.

Foi ao encontro da menina e falou:

-Vai lá. A tia da merenda vai te dar um lanche.

Mas a menina nem olhou na cara dele.

20 anos se passaram, e por incrível que pareça, todas às vezes, que ele tem que tomar uma decisão essa lembrança vem à tona. Como se fosse um aviso para que ele decida pelo lado certo.

A menina, a merendeira e o pão com carne louca.

Dias atrás

Alguns dias se passaram, e não foram dias fáceis. Sentiu dores de cabeça, dores pelo corpo.

Sua mente não conseguia pensar em outra coisa, a não ser aquelas palavras aqueles gestos. Sentia sua vida triste, sem cor.

Depois de tanta coisa que aconteceu. Tantos medos e dúvidas que tinham se acabados…

Tudo parecia querer voltar a tona.

-Vamos conversar? – Disse a amiga.
-Vamos. – Respondeu ele.

Sua aparência ficou melhor e mais confiante.
Voltou para casa e esperou, e isso era a única coisa que podia fazer. Esperar.

No outro dia, tudo parecia ter voltado ao normal.

E ele esperava que assim continuasse.

Palavras

Doe. Às vezes doe escutar aquilo que nos é falado, muitas vezes não entendemos, outras vezes machucamos com o que falamos. Mas a vida é assim cheia de palavras incertas, atitudes e olhares que nos enchem de dúvidas, nos alegram, nos amaldiçoam e abençoam. A vida é assim. E quando menos esperamos estamos lá, em meio as frases, algumas vezes chorando, ou rindo. Mas sempre vivos e cheios de expectativas para o novo.

Nem sempre o que ouvimos é aquilo que queríamos entender, e nem sempre o que queremos é o que falamos, e em um redemoinho de pensamentos nos deixamos levar pela imaginação das confusões das palavras ditas de modos e formas diferentes, transbordando sensações inusitadas, perfeitas, dolorosas.

No final basta as reações, abraços, pedidos de desculpas e conclusões.

Para aqueles que querem haverá sempre um final feliz.

Para os outros…

“Havia duas pessoas que se tornaram uma, e por palavras mal ditas se tornaram três…”