O cúmulo, o frio, o teste e a espera!

Hoje o dia amanheceu frio, mas não tão frio como se tornou. Se arrumou novamente para uma entrevista, como nos outros dias, não acreditou na previsão do tempo e foi.
Se irritou quando encontrou o banco fechado e teve que retornar caminho até o outro banco, se preocupou quando viu o saldo restante em sua conta, R$ 1,59 , e pensou: “-Fazer o que né?” Entrou em um ônibus lotado, que demorou mais de uma hora em um percurso que faria em 15 minutos, e dois metrôs também lotados, chegou atrasado e ainda se perdeu no caminho.
Encontrou pessoas legais, fez uma boa entrevista e um bom teste:
-Se você for aprovado, entrarei em contato ainda hoje para você levar seus documentos na agência.
-Qual horário?
-Entre as 14:00hs e as 15:00hs.
-Então nem vou voltar para casa, vou ficar aqui pelo centro mesmo esperando a resposta.
-Ok.
Saiu e foi almoçar e esperou, esperou, e o frio começou apertar e seu corpo começou a tremer. 14:10, 14:30, 15:00, 15:15, quando chegou às 15:30hs não agüentou e ligou para a entrevistadora:
-Alô.
-Oi, participei da entrevista hoje pela manhã, e gostaria de saber se o resultado já saiu? É que estou aqui no centro ainda, não voltei pra casa.
-Espera mais uns 40 minutos, que eu entro em contato com você!
-Tudo bem.
E ele esperou, 15:50, 16:30, 17:00, 17:10, já não agüentava mais o frio e a espera, e ligou novamente:
-Por favor, a selecionadora do rh.
-Um momento.
Passado um momento (ou dois).
-Ela está em uma reunião e pediu pra você ligar na quinta-feira após as 09:00hs.
(Em estado de ira)
-Claro… tudo bem, quinta eu ligo. Uma boa tarde.
Morrendo de frio, com fome e sem saber o que esperar, ele volta pra casa.

“E do arrepio
Frio que dá na gente…”
Vanessa Rangel

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