Quase!


Ninguém é normal. Isso é quase um consenso da humanidade. Acontece que existe uma leve diferença entre os realmente malucos e os pseudo-malucos. Os primeiros são aqueles que, por exemplo, babam, falam “dã” e ou acreditam ser Napoleão Bonaparte. Os segundos são todo o resto.

A linha que divide esses dois grupos é muito tênue. Qualquer um está sempre prestes a ficar doido, e todo doido está sempre prestes a se tornar qualquer um.

No meu caso, eu sinto esses momentos em que quase poderia me transformar em um tantã e morar num hospício eternamente. O que faz com que isso não aconteça é o pouco de sanidade que ainda me resta.

Às vezes, eu me vejo quase dando um soco em alguém, uma vontade quase que incontrolável. Mas ela é controlável justamente porque eu ainda tenho razão embutida na minha consciência.

Isso quer dizer que eu passo minha vida inteira quase tomando socos o tempo todo. Afinal, pesquisas me levam a acreditar que quase todas as pessoas sentem isso, quase que o tempo todo. Eu convivo com pessoas que por um fio, não jogam pedras nos outros. Um risco danado!

Olha que emocionante? E ainda existe gente que gasta dinheiro com parques de diversão. Uma bobagem que só! Andar na rua já é uma adrenalina danada. E é, quase, de graça.

“E eu vim aqui só pra dizer
que eu sou louco por você.”
(Rosa de Saron)

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