Tão óbvio!

-Tenho uma história pra te contar, a minha história, mas não estou com coragem de contar agora, quero que você me conheça um pouco mais, afinal somos “amigos”, e confio em você.

-Você é quem sabe?

-Só tenho medo de perder a sua amizade.

-Por quê? Nada do que me falar irá fazer eu me afastar de você, te considero um irmão, nem você sabe o quanto é importante pra mim.

Do outro lado, seus olhos se encheram de lágrimas, mas como não podia chorar, ali não era o lugar, se conteve. Pensou, ficou com dúvidas.

Desta vez não parecia ser tão difícil, também, tudo estava tão óbvio, mas mesmo assim queria especular, saber e entender se entendia, ou pelo menos aceitava o que ele sentia.

-Você viu a minha frase? Sabe pra quem é?

-A sua frase? Não sei, não faço a menor idéia.

Caralho, ou é burro, ou se faz de. – Pensou do seu lado – É melhor deixar quieto.

Uma outra pessoa surgiu, e do lado dela o fez entender o que queria dizer.

-E agora, já sabe pra quem é a frase?

-Já. Na verdade sempre soube, mas preferia pensar que não sabia. Mas como eu te disse antes, nada vai muda entre a gente, você é meu amigo, meu irmão, e te amo, e amo muito.

-Saiba… eu também te amo, te amo pra caralho, e obrigado, valeu por ser meu amigo.

Naquele momento cada um foi para o seu lado, e ele estava mais uma vez feliz, aliviado e torcendo pra que tudo dê certo.

“Quero chorar o seu choro
Quero sorrir seu sorriso
Valeu por você existir amigo”
(Fundo de Quintal)

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