Um dia de domingo!

Foi como sentir uma apunhalada no coração, quando ouviu aquelas palavras:

-Se não voltar, não precisa mais aparecer na minha frente.

Ele sabia que aquilo não era verdade, mas mesmo assim doeu, e doeu tanto que começou a chorar. E naquela hora não podia ceder, não podia voltar, queria, mas não podia.

Se não fosse a interferência de uma amiga:

-Não quero saber o que aconteceu, porque você foi embora, qual o motivo da briga. Ou você aparece aqui em 15 minutos, ou vou esquecer o que é amizade!

Mais uma pessoa envolvida. A coisa está ficando séria, é melhor voltar. – Pensou.

O caminho foi longo, mas bom. E quando ele chegou pode ver os olhos, os sorrisos, e em meio as lágrimas tudo voltou ao normal.

*******

Uma sexta-feira

-Como assim voltou a falar?

Olhava o sorriso em seu rosto, satisfeito pelo feito.

-Mas só fiz isso pra deixar ela com a cara no chão!

-Hum sei. E o que ela falou?

-Nada. Olhei pra ela e perguntei: “-Posso falar com você?” Ficou me olhando assustada… mas voltamos a conversar. Precisava ver a cara dela.

-Nossa!

Lembrou do inicio daquela briga, que começou sem nenhum porém, e perdurava por meses, mas assim, assim de repente ela terminou. “O que não acontece em uma Sexta-Feira Santa heim?”

“Faz de conta
que ainda é cedo…”

(Gal Costa)

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